EUA: Policial que atirou em jovem negro será acusada de homicídio culposo em 2º grau

Agente afirma ter confundido revólver com arma de choque durante ação envolvendo Daunte Wright, de 20 anos; pelo menos 60 manifestantes foram detidos durante o terceiro dia de protestos em Minneapolis

Katie Wright (centro) fala sobre a última conversa que teve com o filho durante coletiva de imprensa organizada pelo procurador Ben Crump (esquerda)

A oficial Kim Potter, que trabalhava há 26 anos na Polícia de Minnesota, deve ser acusada de homicídio culposo em segundo grau, de acordo com os promotores do caso. A condenação acarreta em uma pena máxima de dez anos de prisão, além de uma multa de US$ 20 mil. A agente, que afirma ter confundido a arma de choque com o revólver, foi suspensa do cargo e está sob custódia desde a manhã desta quarta-feira, 14, por ter atirado no jovem negro de 20 anos Daunte Wright. “Uma veterana sabe a diferença entre um taser e uma arma de fogo. Kim Potter executou Daunte pelo que equivale a não mais do que uma infração de trânsito e um mandado de contravenção”, defende o advogado da família Wright, Ben Crump. A morte, que aconteceu a poucos quilômetros de onde George Floyd havia sido asfixiado por Derek Chauvin em maio de 2020, provocou três dias de protestos no estado e o pedido de demissão do chefe da polícia do subúrbio de Brooklyn Center, Tim Gannon.

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